A paciente H.M. S, 45 anos, encontra-se internada na Unidade de Oncologia e Cuidados Paliativos com diagnóstico de adenocarcinoma de pâncreas, identificado tardiamente após meses de queixas inespecíficas, como dor abdominal persistente, perda de peso e fadiga intensa. No momento do diagnóstico, tumor maligno, a doença já se apresentava em estágio avançado, com metástases hepáticas, impossibilitando abordagem cirúrgica com intenção curativa.
Na admissão atual, a paciente refere dor abdominal intensa em região epigástrica, com irradiação para o dorso, avaliada em 8/10 na Escala Visual Analógica, associada a náuseas frequentes, inapetência, constipação intestinal e fraqueza importante. Relata tristeza, ansiedade e sofrimento emocional relacionados à progressão da doença e às alterações corporais decorrentes do tratamento, destacando a perda total dos cabelos após a realização de seis ciclos de quimioterapia paliativa.
A paciente utiliza sonda nasoenteral para suporte nutricional devido à ingestão oral insuficiente e cateter venoso de longa permanência para administração de quimioterapia, analgesia e demais medicações endovenosas. Durante o tratamento oncológico, realizou seis ciclos de quimioterapia paliativa à base de gemcitabina, apresentando resposta clínica limitada e efeitos adversos como náuseas, alopecia e astenia.
Atualmente, encontra-se em uso de analgésicos opioides para controle da dor, associados a antieméticos, laxativos e hidratação venosa.
