MAPA - BIO - BIOTECNOLOGIA E REPRODUÇÃO HUMANA - 53/2026
CONTEXTUALIZAÇÃO
Para ajudar na contextualização, assista ao vídeo “Fertilização in vitro: O Passo a Passo”, disponível em:
ESTUDO DE CASO
Juliana (41 anos) e Marcelo (45 anos) estão casados há 7 anos e tentam ter filhos há cerca de 5 anos, sem sucesso. Conseguiram engravidar 3 vezes, evoluindo para 1 aborto espontâneo na 10ª semana, um óbito fetal intrauterino na 28ª semana e uma gestação ectópica com ruptura e perda da trompa, na 8ª semana de gestação.
Após muitos exames, Juliana recebeu o diagnóstico de endometriose avançada com formação de aderências que prejudicaram a trompa restante, de modo que ela se tornou rígida, impedindo o transporte do óvulo. Além disso, Marcelo apresentou oligozoospermia moderada no espermograma.
O casal foi encaminhado para fertilização in vitro (FIV) e após duas tentativas sem sucesso, o médico indicou a realização de uma técnica complementar chamada assisted hatching, visando facilitar a implantação embrionária e evitar novos abortos.
Na terceira tentativa, a implantação foi um sucesso e a gestação evoluiu normalmente, com apoio psicológico e acompanhamento multiprofissional.
Diante do caso, imagine que você é o embriologista responsável pelo procedimento de Juliana e Marcelo e está explicando para o estagiário as etapas técnicas de forma que ele possa compreender melhor cada processo. Usando uma linguagem clara e objetiva, RESPONDA:
1. Um diferencial do profissional que acompanha um procedimento de FIV é entender o que levou o paciente até sua clínica, para poder indicar os melhores procedimentos. EXPLIQUE como a endometriose de Juliana e a oligospermia de Marcelo justificam a indicação da fertilização in vitro como método de reprodução assistida.
2. De acordo com o artigo escrito por De Souza, 2016 (material complementar), DESCREVA pelo menos 2 técnicas de reprodução assistida citadas no trabalho, abordando suas indicações e etapas.
3. Entre os diversos fatores que influenciam o sucesso da fertilização in vitro (FIV), a qualidade dos oócitos é um dos mais importantes. Como ainda não existe um marcador bioquímico confiável para avaliá-la, a microscopia celular torna-se uma ferramenta fundamental nesse processo, possibilitando separá-los os oócitos de boa qualidade e os que apresentam dismorfismos. Depois da seleção dos oócitos viáveis, o embriologista deve analisar cada um para definir seu grau de maturação. Sendo assim:
a. CITE quais as características definem um oócito de boa qualidade.
b. DIFERENCIE os dismorfismos oocitários.
c. DETALHE os graus de maturação oocitária.
4. EXPLIQUE brevemente o que é a técnica de assisted hatching utilizada na FIV e justique porque ela pode ser indicada em casos como o de Juliana.
5. Sabendo do histórico de abortos do casal, e da presença de parentes próximos com desenvolvimento de anemia falciforme, foi sugerido a Juliana e Marcelo que realizassem testes genéticos pré-implantacionais (PGT). Essa tecnologia investiga a presença de genes que favorecem o aparecimento de várias doenças e tem diferentes recomendações clínicas. DESCREVA o objetivo e as principais indicações de pelo menos 2 das técnicas de PGTs.
