DESAFIO PROFISSIONAL DE FILOSOFIA DO BRASIL E DA AMÉRICA LATINA (192970)
Esta é a descrição do seu Desafio Profissional. Para desenvolver a atividade e concluir esta avaliação, você deverá baixar e salvar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, disponível no link ao final desta descrição.
Para baixá-lo, clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você somente conseguirá editar o template depois de salvá-lo.
Leia atentamente todas as orientações antes de iniciar.
Seja bem-vindo(a) ao Desafio Profissional da Disciplina Filosofia do Brasil e da América Latina.
Nesta atividade, você assumirá uma situação relacionada ao seu campo profissional e deverá mobilizar conhecimentos desenvolvidos nas Unidades 1, 2 e 3 da disciplina para analisar um problema, tomar decisões e propor soluções fundamentadas.
O que é um Desafio Profissional?
O Desafio Profissional é uma atividade estruturada que coloca você no centro do processo educativo, convocando-o a mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver um estudo de caso, um problema complexo, um projeto técnico, uma produção artística, uma análise discursiva, entre outros, tomando decisões, criando soluções ou aplicando conceitos em situações reais ou simuladas. Ou seja: treino de verdade para o mundo real. Leia com muita atenção cada uma das instruções.
Apresentação do Desafio Profissional.
Nesta etapa, o desafio chega em suas mãos e você deve descobrir qual é a situação a qual você precisa analisar. Seu papel ativo nesta etapa é ler tudo com atenção e entender qual solução (ou soluções) você apresentará ao final da atividade.
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
A- Situação-Problema (O Cenário no Educandário)
Cenário:
Kauã, um jovem indígena de 15 anos da etnia Macuxi, mudou-se recentemente com a sua família da Terra Indígena Raposa Serra do Sol para o centro urbano de uma grande cidade brasileira, onde foi matriculado no 1.º ano do Ensino Médio de um educandário tradicional.
Nas primeiras semanas, Kauã passou a ser alvo de isolamento e preconceito por parte dos colegas. No pátio e nos trabalhos em grupo, ouvia piadas depreciativas e comentários preconceituosos que questionavam a sua presença na cidade, a sua identidade ("você nem parece índio de verdade", "índio de telemóvel?") e invalidadavam o seu modo de vida, a sua língua e a cosmologia do seu povo.
Durante as suas aulas, o professor de Filosofia observou esse silenciamento e a rejeição vivida por Kauã. Em vez de tratar a situação apenas com uma medida disciplinar individual, o docente decidiu transformar o conflito concreto num ponto de partida reflexivo para toda a turma, articulando o problema real com os conceitos da Filosofia Afrodiaspórica, Indígena e Feminista nas Américas.
B - O Desafio Lançado à Turma
O professor inicia a intervenção apresentando o seguinte desafio ético-filosófico à turma: "Desafio Filosófico: O Mapeamento dos Silêncios e a Reconstrução dos Horizontes"
Como as nossas formas de pensar, julgar e conviver continuam a reproduzir o silenciamento e a exclusão de saberes indígenas e afrodiaspóricos nas nossas práticas quotidianas? Que ferramentas conceituais podemos mobilizar para romper com o eurocentrismo e construir uma comunidade escolar fundamentada no respeito relacional e na coexistência de saberes?
C- Contexto do Desafio
Para responder a este desafio, os alunos deverão selecionar um dos temas propostos, realizar uma breve pesquisa e produzir um texto para apresentação em sala de aula.
O trabalho deverá contemplar:
· O conceito ou conteúdo central relacionado ao tema escolhido;
· O autor ou autores de referência, apresentando suas principais contribuições;
· A relação do tema com o respeito à diversidade cultural brasileira, considerando a pluralidade de povos, identidades, conhecimentos, modos de vida, tradições e formas de compreender o mundo.
· Usar três eixos temáticos para produção do texto.
Escolha três eixos temáticos entre os 6 eixos apresentados a seguir:
1. Crítica ao Eurocentrismo
Refletir sobre a centralidade histórica dos referenciais europeus na produção do conhecimento e sobre a necessidade de reconhecer outras perspectivas culturais e epistemológicas.
2. Sueli Carneiro – Epistemicídio
Compreender o conceito de epistemicídio e discutir como determinados conhecimentos e sujeitos foram historicamente desvalorizados ou silenciados.
3. Djamila Ribeiro – Lugar de Fala
Analisar o conceito de lugar de fala e sua relação com experiências sociais, identidades, desigualdades e diferentes posições na produção e circulação dos discursos.
4. Cosmologias Ameríndias e Visão Relacional – Ancestralidade, Corpo e Território
Compreender perspectivas indígenas que articulam ser humano, comunidade, ancestralidade, natureza, corpo e território de maneira relacional.
5. Ailton Krenak – Ética do Pertencimento e “Adiamento do Fim do Mundo”
Refletir sobre a relação entre humanidade, natureza, território e modos de vida, considerando as contribuições do pensamento indígena para a compreensão dos desafios contemporâneos.
6. Boaventura de Sousa Santos – Ecologia dos Saberes
Analisar a ideia de que diferentes formas de conhecimento podem coexistir e dialogar, valorizando a diversidade epistemológica e cultural.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional
Os materiais de referência para o Desafio Profissional (ambientação) podem ser textos, anexos, dados, vídeos, podcasts, imagens, filmes, entre outros. Você deve analisar os materiais de referência e eleger três aspectos mais relevantes na solução do desafio. Por exemplo: uma estratégia inovadora, uma decisão polêmica ou uma atitude inesperada. Seu papel ativo nesta etapa é apontar esses três aspectos e justificar suas escolhas.
Anote assim: O que chamou atenção + por quê.
Aqui estão os materiais de referência (ambientação):
PIZELLI, Fabrício Rodrigues; ANACLETO, Gesiel; MACIEL, Kelvin Custodio. Filosofia do Brasil e da América Latina. Florianópolis, SC: Arqué, 2026. Livro disciplina
DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107-130. Disponível em: https://ufrb.edu.br/educacaodocampocfp/images/Edgardo-Lander-org-A-Colonialidade-do-Saber-eurocentrismo-e-ciC3AAncias-sociais-perspectivas-latinoamericanas-LIVRO.pdf
CARNEIRO, Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: https://negrasoulblog.wordpress.com/wp-content/uploads/2016/04/a-construc3a7c3a3o-do-outro-como-nc3a3o-ser-como-fundamento-do-ser-sueli-carneiro-tese1.pdf
CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. São Paulo: Pólen, 2019.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento, 2017.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Pólen, 2019.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
OLIVEIRA, Eduardo David de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. Curitiba: Gráfica Popular, 2007.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, Boaventura de Sousa;
MENESES, Maria Paula (org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009. p. 23-71.
Após estudar os materiais, preencha a Etapa 2 do Template Padrão Único.
Você deverá selecionar três aspectos do desafio que considere especialmente relevantes e justificar cada escolha.
Para cada aspecto, apresente: o que chamou sua atenção + por que esse aspecto é importante para solucionar o problema profissional.
ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único).
Levantamento de conceitos teóricos.
Nesta etapa, você irá aproximar os conceitos teóricos aprendidos na disciplina de Pensamento Filosófico e Modernidade, aos referenciais disponibilizados para possíveis soluções do desafio.
Seu papel ativo nesta etapa é pesquisar conceitos, autores, teorias, etc., que possibilitem a compreensão da solução do desafio.
Para isto, faça uma lista comentada de conceitos-chave, cada um explicado em duas ou três linhas.
Por exemplo: Nome do conceito → definição curta → como ajuda a entender o caso.
É como montar uma “maleta de ferramentas teóricas” para usar na próxima etapa.
1. Crítica ao Eurocentrismo
2. Sueli Carneiro — Epistemicídio
3. Djamila Ribeiro — Lugar de Fala
4. Cosmologias Ameríndias e Visão Relacional — Ancestralidade, Corpo e Território
5. Ailton Krenak — Ética do Pertencimento e "Adiamento do Fim do Mundo"
6. Boaventura de Sousa Santos — Ecologia dos Saberes
ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template Padrão Único).
Agora, inicie a construção da sua análise. É aqui que você vai usar sua “maleta de ferramentas” para solucionar o desafio.
Seu papel ativo nesta etapa é aplicar cada conceito que julgue importante e conectá-lo com algo que acontece na situação analisada. Você fará isso por meio de uma lista de tópicos, respondendo:
· Como o conceito X explica o que aconteceu na situação Y?
· O que a teoria X nos ajuda a entender sobre o problema central?
· Que soluções possíveis a teoria aponta (e por que elas fazem sentido)?
Estudante, aplique aqui os conceitos teóricos.
1. Crítica ao Eurocentrismo
2. Sueli Carneiro — Epistemicídio
3. Djamila Ribeiro — Lugar de Fala
4. Cosmologias Ameríndias e Visão Relacional — Ancestralidade, Corpo e Território
5. Ailton Krenak — Ética do Pertencimento e "Adiamento do Fim do Mundo"
6. Boaventura de Sousa Santos — Ecologia dos Saberes
ETAPA 5 – ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico - (preencher no Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir).
Chegou o momento de transformar o percurso desenvolvido ao longo do Desafio Profissional em um texto claro, organizado, fundamentado e reflexivo.
O Memorial Analítico será o produto final avaliado e deverá respeitar o limite de 6.000 caracteres previsto no Template Padrão Único.
Para que cada critério possa ser plenamente atendido, observe os elementos obrigatórios a seguir.
O que é um memorial analítico? É basicamente você mostrando o caminho que percorreu: o que leu, como interpretou, que teorias usou, que conclusões tirou e o que aprendeu com tudo isso.
Para ajudar você, segue o passo a passo do que não pode faltar no Memorial Analítico (ordem recomendada):
1. Resumo do que você descobriu.
2. Contextualização do desafio: Quem? Onde? Qual a situação?
3. Análise: use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados
4. Propostas de solução: o que você recomenda? Por quê? Qual teoria apoia sua ideia?
5. Conclusão reflexiva: O que você aprendeu com essa experiência?
6. Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro).
7. Autoavaliação: o que você percebeu sobre seu próprio processo de estudo?
Checklist rápido antes de entregar:
· Meu texto não passou de 6000 caracteres.
· Meus conceitos fazem sentido, e não estão só “porque sim”.
· Conectei teoria + situação.
· Apresentei soluções plausíveis.
· Incluí referências.
· Mostrei que aprendi algo.
· Tenho orgulho do que escrevi.
Lembre-se: para baixar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, clique no link disponibilizado no ambiente da disciplina e siga o passo a passo: Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você somente conseguirá editar o template depois de salvá-lo.
Bons estudos!
Filosofia do Brasil e da América Latina / Fabrício Rodrigues Pizelli, Gesiel Anacleto, Kelvin Custodio Maciel. - Florianópolis, SC: Arqué, 2026. Livro disciplina
DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 1993.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107-130.
CARNEIRO, Sueli. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. 2005. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
CARNEIRO, Sueli. Escritos de uma vida. São Paulo: Pólen, 2019.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte: Letramento, 2017.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. São Paulo: Pólen, 2019.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
OLIVEIRA, Eduardo David de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. Curitiba: Gráfica Popular, 2007.
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
As duas obras possibilitam discutir a crítica de Krenak à separação entre humanidade e natureza e sua defesa de outras formas de existência e pertencimento.
SANTOS, Boaventura de Sousa. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma ecologia de saberes. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009. p. 23-71.
| 1 x de R$69,99 sem juros | Total R$69,99 | |
| 2 x de R$34,99 sem juros | Total R$69,99 |
