DESAFIO PROFISSIONAL DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS – MAT52
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Vamos adiante. Leia com atenção.
Seja bem-vindo(a) ao Desafio Profissional da Disciplina de Língua Brasileira de Sinais – MAT52. Aqui, você assume o papel de profissional responsável por analisar a situação, tomar decisões e propor soluções. É o momento de aplicar seus conhecimentos de forma prática e mostrar como lidaria com um desafio real.
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
Você atua como professor(a) em uma escola pública brasileira de Ensino Fundamental II Almirante Sérgio Hoffman Telles de Paiva. A escola acaba de receber dois estudantes surdos no 6º ano, sendo:
- Lucas Aparecido da Silva Filho, 11 anos, Surdo filho de pais ouvintes, sem acesso precoce à Libras, com comunicação restrita a gestos caseiros e pouca escolarização formal;
- Souellyn de Sampaio Costa Oliveira, 12 anos, Surda filha de pais surdos, usuária fluente de Libras desde a primeira infância.
Você sabe que a escola nunca teve estudantes Surdos anteriormente. Do mesmo modo, você sabe que toda a equipe pedagógica:
· entende a surdez sob uma perspectiva predominantemente clínico-terapêutica, e não socioantropológica;
· acredita que o foco deve ser a oralização dos alunos, pois a língua de sinais não é capaz de expressar conceitos amplos e aprofundados como a língua de modalidade oral-auditiva;
· desconhece a diferença entre “linguagem” e “língua” no que se refere à Libras, inclusive falando, em reuniões pedagógicas, muitas vezes o termo ‘linguagem de sinais’ dos ‘surdos-mudos’, ‘alunos da inclusão’, ‘aqueles lá’ ou ‘mudos’;
· não compreende a proposta bilíngue (Libras como L1 e português escrito como L2);
· solicita que o intérprete “ensine Libras” aos estudantes e “resolva” todas as dificuldades e barreiras comunicativas, e essa posição inclusive é defendida pelos seus pares docentes da escola.
Além disso, alguns professores afirmam que “incluir é tratar igual”, “que todos são iguais”, “que não têm tempo de planejar adaptações”, ‘que não têm formação para isso”, “que ninguém os consultou acerca do recebimento desses alunos na escola”, “que o intérprete de Libras tem que dar aula também, mas que não tem formação pedagógica para isso”, “que a escola não possui uma Sala de Recursos Multifuncionais e professor especialista em Atendimento Educacional Especializado”, enfim, vivem defendendo que não deve haver adaptação curricular, pois não estudaram para isso e que a inclusão só é linda no papel; a realidade é dura.
Durante uma reunião pedagógica, você é convidado(a), aliás, praticamente convocado(a) a orientar a equipe por meio de formações continuadas – já que sabem que você estudou na graduação bastante sobre educação inclusiva, educação especial e principalmente, Libras - sobre:
· aquisição da Libras como primeira língua;
· perspectiva bilíngue versus perspectiva inclusiva;
· ensino de português escrito como língua adicional;
· visão socioantropológica da surdez versus visão clínico-terapêutica;
· papel do intérprete de Libras e suas atribuições em sala de aula;
· papel do professor regente em sala de aula a partir da compreensão de que todos os alunos são de sua responsabilidade;
· adequações pedagógicas coerentes com a cultura surda;
· comunidade surda, família e comunidade escolar;
· modalidades linguísticas – línguas orais-auditivas versus línguas visuais-espaciais;
· fundamentos legais que garantem os direitos linguísticos dos estudantes surdos.
Diante disso, a coordenação solicita que você elabore um Plano de Ação Pedagógica para Inclusão Bilíngue dos Estudantes Surdos na Escola, que seja efetivo e urgente com vistas a implementação de fato da Perspectiva da Educação Inclusiva com aproximações com a Perspectiva de Educação Bilíngue dessa e nessa escola. OBSERVAÇÃO: é importante que você se dedique a de fato fazer esse plano de ação de modo a visualizar na prática quais seriam tuas estratégias para tomadas de decisão, de maneira detalhada, organizando as temáticas e os conteúdos que serão abordados, periodicidade da formação – uma vez por semana, duas vezes etc., duração dos encontros, materiais utilizados, enfim, é fundamental que de fato você faça esse plano de ação, tudo bem?
MAS ATENÇÃO:
Você NÃO deverá entregar o plano de ação em si, mas produzir um memorial analítico, relatando:
· suas reflexões;
· as decisões pedagógicas tomada;
· os fundamentos teóricos utilizados;
· os conflitos conceituais enfrentados;
· os conteúdos desse plano de ação a ser implementado nas formações continuadas;
· e as soluções propostas.
Ou seja, esse Desafio Profissional não é sobre entregar um produto, mas sim resgatar o processo como um todo de modo a cumprir todas as etapas de realização para que consigas escrever, em um Memorial Analítico, todas as ações dispensadas.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional
BRASIL. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm
BRASIL. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436/2002. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/decreto/d5626.htm
BRASIL. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. MEC, 2008. Disponível em:
https://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf
LODI, Ana Claudia Balieiro. Educação bilíngue para surdos e inclusão segundo a Política Nacional de Educação Especial e o Decreto nº 5.626/05. Educação e Pesquisa, v. 39, n. 1, p. 43-57, 2013. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/ep/a/sr67CQpjymCWzBVhLmvVNKz/?format=pdf&lang=pt
QUADROS, R. M. de; SCHMIEDT; M. L. P. Ideias para ensinar português para alunos surdos. Brasília, DF: [MEC], 2006. Disponível em: https://gedh-uerj.pro.br/wp-content/uploads/tainacan-items/14699/25097/2006_MEC_Seesp_Ideia_Ensinar_Portugues_Aluno_Surdo.pdf
GESSER, A. Libras? Que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. https://pdfcoffee.com/qdownload/livro-libras-que-lingua-e-essa-pdf-free.html
STROBEL, K. Surdos: vestígios culturais não registrados na história. Tese de Doutorado. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: UFSC, 2008.
https://cultura-sorda.org/wp-content/uploads/2015/06/Tesis_Strobel_20082.pdf
ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 5 – ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico - (preencher no Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir).
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e objetivo. Você deverá desenvolver um Memorial Analítico. Este será o produto final do Desafio Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final da disciplina de Língua Brasileira de Sinais – MAT52.
Lembre-se: para baixar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, clique no link a seguir, e siga o passo a passo: clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você só conseguirá editar o template depois de salvá-lo.
Bons estudos!
Língua brasileira de sinais - libras/ Adriana Prado Santana
Santos; Ricardo Schers de Goes : UNIASSELVI, 2016.
Livro da disciplina
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