DESAFIO PROFISSIONAL DE POLITICAS DE INFORMAÇÃO
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
Você foi recém-contratado como bibliotecário em um Centro de Estudos Multidisciplinares que integra uma biblioteca e um repositório digital. Após uma avaliação institucional, foram identificadas fragilidades significativas relacionadas às políticas de informação adotadas pela unidade.
Entre os principais problemas estão a inexistência de uma política formal de acesso à informação; a falta de critérios claros para seleção, aquisição, atualização, desbastamento e preservação dos materiais; a ausência de diretrizes para a organização e a disponibilização dos documentos digitais; e a falta de padronização nas decisões relacionadas ao sigilo, ao acesso restrito e à transparência. Como consequência, a comunidade acadêmica relata dificuldades de acesso, inconsistências nas informações disponibilizadas e insegurança quanto ao uso dos dados institucionais.
Diante desse cenário, a direção solicita uma análise crítica fundamentada nos conceitos de Políticas de Informação e Biblioteconomia, com o objetivo de identificar os problemas que comprometem o funcionamento da unidade e propor ações práticas para estruturar políticas institucionais eficazes. Espera-se que a proposta contribua para fortalecer a gestão integrada da informação, garantir maior transparência, segurança e padronização dos processos e melhorar o acesso e a qualidade dos serviços oferecidos à comunidade acadêmica.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional.
Ausência de política formal de informação: o Centro de Estudos Multidisciplinares não possui uma política institucional que estabeleça diretrizes claras para o acesso, o uso, a preservação e a disseminação da informação. Essa lacuna gera decisões isoladas entre a biblioteca e o repositório digital, comprometendo a gestão integrada dos recursos informacionais.
Critérios inconsistentes para o desenvolvimento e a preservação do acervo: não existem parâmetros definidos para seleção, aquisição, atualização, avaliação, desbastamento e preservação do acervo bibliográfico. Essa ausência pode causar acúmulo desnecessário de materiais, descarte inadequado, desatualização da coleção e prejuízos ao atendimento das necessidades informacionais dos usuários.
Fragilidades na gestão dos documentos digitais: observa-se a ausência de diretrizes para seleção, organização, descrição, preservação e disponibilização dos documentos digitais. Também não estão definidos os formatos aceitos, os padrões de metadados, as formas de armazenamento, o controle de versões, os direitos autorais e os critérios de acesso aberto ou restrito. Essas fragilidades comprometem a integridade, a autenticidade, a recuperação e o acesso às informações.
Falta de padronização quanto ao sigilo e à transparência: as decisões sobre acesso restrito, confidencialidade, proteção de dados pessoais e transparência não seguem critérios uniformes, gerando insegurança jurídica e administrativa. Essa situação afeta especialmente as informações acadêmicas e institucionais disponibilizadas no repositório digital. Reclamações da comunidade acadêmica: os usuários relatam dificuldades para localizar e acessar informações, inconsistências nos dados disponibilizados e ausência de orientações claras sobre seus direitos e deveres relacionados ao uso da informação institucional.
A direção busca compreender como essas fragilidades afetam a gestão da informação, o desenvolvimento e a preservação do acervo, a transparência e o acesso democrático ao conhecimento, com a finalidade de estabelecer políticas de informação eficazes e integradas para a biblioteca e o repositório digital.
Materiais de apoio:
FERREIRA, Maria Mary. Políticas públicas de informação e políticas culturais: e as bibliotecas públicas para onde vão? TransInformação, Campinas, v. 18, n. 2, p. 113-122, maio/ago. 2006. Disponível em: https://periodicos.puc-campinas.edu.br/transinfo/article/view/6332/4022. Acesso em: 1 set. 2026.
MACHADO, Renata Farias. Educação em informação como política pública em bibliotecas escolares. 2026. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2026. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/311589. Acesso em: 1 set. 2026.
NEVES, Barbara Coelho; AGUIAR, Niliane Cunha. Políticas públicas de informação e Bibliotecas Escolares: panorama brasileiro. Pesquisa Brasileira em Ciência da Information e Biblioteconomia, [s. l.], v. 13, n. 1, 2018. Disponível em: https://revistas.usp.br/pbcib/article/view/257697. Acesso em: 1 set. 2026.
NEVES, Barbara Coelho; AGUIAR, Niliane Cunha. Políticas públicas de informação e Bibliotecas Escolares: panorama brasileiro. Informação & Sociedade: Estudos, [s. l.], v. 27, n. 3, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/ies/article/view/33296. Acesso em: 1 set. 2026.
POLÍTICA DE INFORMAÇÃO: principais conceitos, autores e atores: https://youtu.be/r3hBzTUJCoY?si=I-Lcsi2I1Nj5Yne
QUEIROGA, Gillian. Proposição para a incorporação da preservação digital nas políticas públicas de informação em saúde. RECIIS - Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, [s. l.], v. 14, n. 3, 2020. Disponível em: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/2098. Acesso em: 10 dez. 2025.
RODRIGUES, Alex Silva; CASTRO FILHO, Cláudio Marcondes de. Universidades federais brasileiras: influências das políticas públicas de informação na criação de seus repositórios. Páginas a&b: Arquivos e Bibliotecas, 3. série, n. esp., p. 46-58, 2018. Disponível em: https://ojs.letras.up.pt/index.php/paginasaeb/article/w/3955/3702. Acesso em: 1 set. 2026.
SANTOS, Henrique Machado dos; FLORES, Daniel. Políticas de preservação digital para documentos arquivísticos. Perspectivas em Ciência da Informação, [s. l.], v. 20, n. 4, p. 197-217, out./dez. 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pci/a/s5JqMwMkk3VVgKpCK7GRZC/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 10 dez. 2025.
SILVA, Adriana Sousa; COUTINHO, Ricardo. Políticas públicas arquivísticas: a gestão de documentos e o direito de acesso à informação no Poder Executivo do Estado da Bahia. ÁGORA: Arquivologia em Debate, [s. l.], v. 31, n. 63, 2021. Disponível em: http://arquivistica.fci.unb.br/wp-content/uploads/tainacan-items/476350/837392/Politicas-publicas-arquivisticas-a-gestao-de-documentos-e-o-direito-de-acesso-a-informacao-no-Poder-Executivo-do-Estado-da-Bahia.pdf. Acesso em: 10 dez. 2025.
ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 5 - ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico - (preencher no Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir).
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