DESAFIO PROFISSIONAL DE TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES FÍSICAS DO ADULTO E DO IDOSO
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Vamos adiante! Leia com atenção.
Seja bem-vindo ao DESAFIO PROFISSIONAL DA DISCIPLINA DE TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES FÍSICAS DO ADULTO E DO IDOSO. Aqui, você assume o papel de profissional responsável por analisar a situação, tomar decisões e propor soluções. É o momento de aplicar seus conhecimentos de forma prática e mostrar como lidaria com um desafio real.
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
Paciente: Sr. José Carlos Menezes.
Idade: 58 anos.
Sexo: masculino.
Estado civil: casado.
Ocupação: pedreiro ativo (trabalhando na construção civil há 35 anos).
Escolaridade: ensino fundamental incompleto.
Histórico do acidente e condição atual: o Sr. José Carlos Menezes, 58 anos, um pedreiro experiente com uma longa carreira na construção civil, sofreu um acidente de trabalho há dois meses. Durante a montagem de um andaime, sem EPI, perdeu o equilíbrio e caiu de uma altura de aproximadamente 2 metros. A queda resultou em uma fratura por compressão leve na vértebra torácica baixa (T11). Esse trauma agudo exacerbou significativamente um quadro de hérnia de disco lombar (L5-S1) preexistente, que já lhe causava episódios esporádicos de dor e desconforto, mas que eram manejáveis com automedicação e não o impediam de realizar suas atividades laborais.
Após a queda, o Sr. José Carlos foi imediatamente levado ao hospital, onde a fratura e a piora da hérnia de disco foram diagnosticadas. Devido à compressão nervosa acentuada e à dor intratável resultante da exacerbação da hérnia lombar, uma cirurgia de descompressão da coluna lombar foi realizada. Ele permaneceu internado por 15 dias, recebendo os primeiros cuidados para a fratura torácica (imobilização com colete tóracolombar) e recuperando-se da cirurgia lombar.
Queixa principal: o Sr. José Carlos relata dor intensa e persistente tanto na região torácica baixa, relacionada à fratura, quanto na região lombar, com irradiação significativa para o membro inferior direito (perna e pé), acompanhada de fraqueza muscular acentuada e parestesia. Ele expressa uma profunda frustração e desespero por não poder mais exercer sua profissão, que é seu principal meio de sustento. A dor e a imobilidade comprometem severamente sua capacidade de realizar atividades básicas e instrumentais. A dependência da esposa para tarefas simples, como se vestir e banhar-se, e a incerteza sobre o futuro profissional e financeiro de sua família têm gerado ansiedade, tristeza e uma queda drástica em sua autoestima. Ele também manifesta um medo considerável de novas quedas e de agravar ainda mais sua condição.
Limitações funcionais observadas:
Mobilidade do tronco: rigidez e dor significativas na coluna torácica e lombar, limitando a flexão, extensão e rotação do tronco, essenciais para a maioria das AVDs e AIVDs.
Força muscular: redução acentuada da força muscular no membro inferior direito (grau 2/5), afetando a sustentação de peso e o equilíbrio.
Equilíbrio e deambulação: compromisso severo do equilíbrio estático e dinâmico, dificultando a deambulação independente e aumentando o risco de quedas. Necessita de auxílio para se levantar e caminhar pequenas distâncias.
Atividades de Vida Diária (AVDs): dificuldade extrema em tarefas como calçar meias e sapatos, tomar banho (devido à dificuldade de alcançar os pés e manter o equilíbrio), vestir-se (especialmente roupas que exigem flexão ou rotação do tronco) e manter a higiene pessoal de forma autónoma.
Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVDs): incapacidade de realizar tarefas domésticas que exigem esforço físico (limpeza, organização), dirigir, fazer compras e principalmente qualquer atividade...
Nível de independência em AVDs/AIVDs: escala de Barthel e Medida de Independência Funcional (MIF), entre outras.
Percepção da dor: escalas visuais analógicas ou numéricas de dor.
Qualidade de vida e impacto ocupacional: questionários específicos para avaliar o impacto da dor e da limitação funcional na participação em atividades significativas e na qualidade de vida.
Mobilidade e equilíbrio: testes de desempenho funcional como o Teste de Sentar e Levantar (Sit-to-Stand Test) e o Teste de Caminhada de 10 Metros.
Identificação de fatores psicológicos: avaliação da ansiedade, depressão e medo de cair, que são comuns após traumas e cirurgias de coluna.
Condução do caso: o plano de tratamento deve ser estritamente centrado na ocupação e nas metas e valores do Sr. José Carlos, buscando sua máxima funcionalidade e bem-estar.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional.
CAMPELO, G. da C. Terapia ocupacional nas disfunções físicas do adulto e do idoso. Florianópolis: Arqué, 2024.ófico e Modernidade.
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