Você é o biomédico/farmacêutico bioquímico plantonista no laboratório de análises clínicas de um hospital de médio porte que atende sua cidade e região, sendo um centro de referência em infectologia. Certa noite em seu plantão, dá entrada na emergência o paciente Lucas, 28 anos, em estado confusional, com cefaleia intensa há 2 semanas, rigidez de nuca, fotofobia e febre aferida de 38,5 °C. O médico suspeita de meningite e realiza uma punção lombar imediatamente. O líquido cefalorraquidiano (LCR) chega ao seu setor junto a uma amostra de sangue total. Na análise macroscópica, o LCR apresenta-se LÍMPIDO, o que causa estranheza inicial, pois meningites bacterianas graves geralmente deixam o líquido turvo ou purulento. Ao acessar o prontuário eletrônico, você nota que Lucas tem um histórico de testes positivos para infecção por HIV, mas o paciente informa que abandonou o tratamento antirretroviral (TARV) há 2 anos. Como responsável pelo diagnóstico laboratorial, você percebe que a rotina básica não fechou o diagnóstico. Você deve conduzir a investigação microbiológica e virológica específica para agentes oportunistas.
